brejatubaHorário de Missas
Quarta 19h30 (Missa e Novena)  |  Domigo 8h  |  3º Domingo 8h (Missa e batizados)

COMUNIDADE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO
Dia: 27 DE JUNHO
Local: Brejatuba

Breve Histórico Sobre Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é um título conferido a Maria, mãe de Jesus, representada em um ícone de estilo bizantino. Na Igreja Ortodoxa é conhecida como Mãe de Deus da Paixão, ou ainda, a Virgem da Paixão.
Um ícone célebre é venerado desde 1865 em Roma, na igreja de Santo Afonso, dos redentoristas, na Via Merulana.
A tipologia da Mãe de Deus da Paixão está presente no repertório da pintura bizantina desde, no mínimo, o século XII, apesar de rara. No século XV, esta composição que prefigura a paixão de Jesus, é difundida em um grande número de ícones.
Andreas Ritzos, pintor grego do século XV, realizou as mais belas pinturas neste tema. Por esta razão, muitos lhe atribuem este tipo iconográfico. Na verdade a tipologia é bizantina, e quase acadêmica a execução do rígido panejamento das vestes; mas é certamente novo o movimento oposto e assustado do menino, de cujo pé lhe cai a sandália, e ainda a comovente ternura do rosto da mãe.
O ícone é uma variante do tipo hodigítria cuja representação clássica é Maria em posição frontal, num braço ela porta Jesus que abençoa e, com o outro, o aponta para quem, olha para o quadro, aludindo no gesto à frase “é ele o caminho”.
Na representação da Virgem da Paixão, os arcanjos Gabriel e Miguel , na parte superior, de um lado e do outro de Maria, apresentam os instrumentos da paixão. Um dos arcanjos segura a cruz e o outro a lança e a cana com uma esponja na ponta ensopada de vinagre (Jo 19,29).
Ao ver estes instrumentos, o menino se assusta e agarra-se à mãe, enquanto uma sandália lhe cai do pé.
Sobre as figuras no retrato, estão algumas letras gregas. As letras “IC XC” são a abreviatura do nome “Jesus Cristo” e “MP ØY” são a abreviatura de “Mãe de Deus”. As letras que estão abaixo dos arcanjos correspondem à abreviatura de seus nomes.
O ícone da Mãe de Deus da Paixão é muito difundido no Oriente Bizantino. Exemplares desta representação encontram-se nos museus de Atenas, Moscou, Creta, Leningrado e no Instituto Helênico de Estudos Bizantinos e Pós-bizantinos de Veneza.
A devoção no Ocidente à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deve-se à ação dos Missionários Redentoristas que difundiram esta prática religiosa em suas áreas de atuação.

Nossa Senhora Do Perpétuo Socorro: A Boa Pastora
Dia 27 de junho é o dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Percorrendo o evangelho de São João, encontramos uma figura muito conhecida no universo bíblico: o Bom Pastor (Jo 10). Jesus sabiamente não apenas a aplicou a si mesmo, como também a socializou com os discípulos. “Simão, tu me amas? ‘Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo.’ Vai e apascenta minhas ovelhas!” (Jo 21,15).
Diversos autores debruçaram sobre o assunto. Exegetas bíblicos aprofundaram o texto. O que sempre nos ajudam. Não é meu objetivo fazer um estudo exaustivo, como quem disseca a beleza de uma planta. Prefiro a ternura poética das palavras. Presumo que não precisa muitos estudos para saber que o ambiente geográfico da terra onde Jesus viveu era propício para a criação de pequenos rebanhos, como era o caso de ovelhas. Estas, por sua vez, tornavam-se alternativas e meios de sobrevivência para os pobres pastores. Geralmente eram pessoas humildes do povo. Viviam sobremaneira afastados em regiões montanhosas ou nos vales, brados e campinas (Sl 22).
Mormente com um olhar sempre atento à sua realidade, Jesus que, como ninguém, sabia extrair dos elementos do cotidiano, tais como, figuras, imagens, exemplos de pessoas, fatos e situações e os transformava em verdadeiros ensinamentos teológicos – extraiu do ambiente pastoril, comum à sua época, um fecundo ensinamento de fé em torno da figura do bom pastor.
Nesta figura tão emblemática apresentada pelo mestre Jesus, três eixos-chave são centrais: guia, companheiro e protetor. Guia porque, mais que ninguém conhecia, por vezes, o caminho por onde conduzir as ovelhas como a palma de sua mão; ele as mostrava por onde ir. Companheiro, pois em muitos casos sofria os mesmos sofrimentos e dores que as ovelhas sofriam, simplesmente para salvaguardá-las; cuidava das ovelhas doentes, desacelerava o passo para aquelas que tinham maior dificuldade em andar e não media esforços para buscar a ovelha desgarrada. E, por fim, protetor: porque era praticamente tudo para as ovelhas. “Eu conheço as minhas ovelhas e elas me conhecem” (Jo 10,14).
Tendo em vista que Jesus não apenas aplicou a si tais características, mas as socializou com os seus, não é demais aplicá-las também à figura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, como Boa Pastora. E há boas razões para isso. Pensando na sua festa no dia 27 deste mês de junho, quarta-feira – faz jus aplicar tais categorias à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Para tanto, reporto-me a essa sabedoria bíblica para destacar alguns pontos elementares, plasmados nestes eixos-chave: guia, companheira e protetora.
Um olhar mais sutil em torno das novenas, comove-nos o carinho devocional para o qual o povo de Deus traz em si no contato com o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ante a isso é impossível não consolidar estas três características na experiência e fé da Santa Mãe: guia, companheira e protetora, o que podemo-la chamar de Boa Pastora.
Com efeito, no germe da piedade religiosa popular e também na nossa, notamo-la portadora do que é a figura Boa Pastora. Guia: porque como nos mostra, como ninguém, em seu ícone, enfocado em seus longos dedos apontando-nos Jesus, para os quais admiravelmente, ela nos diz: “Ele é o caminho a verdade e a vida” (Jo 14,6). Mais que nunca, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro conhece este Caminho, e como se não bastasse a vivência da Verdade de Deus em seu ser, nos diz que Ele é Vida. Companheira: pois muitas vezes, em seu terno olhar, sofre as mesmas angústias e dores de seus filhos e filhas, devotos fiéis que acorrem assiduamente para buscar sua companhia, especialmente, nas horas tristes e nos instantes nebulosos. E, por fim, protetora: o que, por sinal, é próprio de quem ama oferecer segurança. Segurando firmemente Jesus em seus maternos braços, a Santa Mãe emana segurança a todos nós seus devotos quando lhe indicamos nossos pedidos e intenções. Não é á toa que, como protetora, Nossa Senhora é praticamente tudo para nós, seus devotos. Afinal, o primado do absoluto pertence sempre de Deus.
Este cenário sublinha Nossa Senhora do Perpétuo Socorro como Boa Pastora. Tais características que lhe foram atribuídas nos oferecem segurança, paz e sentimento de gratidão. Há um enlevo de fé entre ela e o fiel devoto, permeado de maneira central pelo Deus Redentor. Em meio à figura de Nossa Senhora, como Boa Pastora, nos sentimos como ovelhas do rebanho do Pastor Maior: Jesus. É uma experiência que traz ao nosso coração o sentimento de incessantemente estar sendo cuidado em todas as esferas da vida cotidiana pela terna companhia, a materna proteção e a sempre guia Mãe do Perpétuo Socorro.