Cidade do Vaticano (RV) – Um dia de festa para as mães, familiares e consagrados no último domingo (26), na Pontifícia Paróquia de Santa Ana. Em celebração à mãe de Maria, também padroeira da igreja, a ocasião serviu para reunir os consagrados que desenvolvem atividades no Vaticano e para rezar pelo próximo Sínodo da Família, junto com as mães e avós.

Recém chegado da Tailândia onde participava de um simpósio sobre a vida consagrada a serviço da nova evangelização, o Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, Cardeal João Braz de Aviz, falou da necessidade de retornar ao essencial, retomar o Evangelho e o carisma dos fundadores. Sublinhou a necessidade de colocar as estruturas a serviço da vida religiosa e não ao contrário.

O cardeal Angelo Comastri, vigário geral do Vaticano, falou da importância da família no crescer os filhos e em educá-los à vida cristã. Se os filhos são santos, são por mérito também dos pais. Foi assim para Teresa di Lisieux, para Dom Bosco, para João XXIII.

O pároco, Bruno Silvestrini, enfatizou os três objetivos do Ano da Vida Consagrada: olhar o passado com gratidão, viver o presente com paixão e abraçar o futuro com esperança. “Contar a própria história, sem nostalgias improdutivas”, disse ele, “é indispensável para manter viva a identidade, assim como para reforçar a unidade da família e o sentido de relação com os seus membros”. Por isso, “olhar o passado significa agradecer a Deus por todos os seus dons e reconhecer com humildade a própria fragilidade e vivê-la como experiência do amor misericordioso do Senhor”. Se se conseguir alcançar esses três objetivos, acrescentou ele, se poderá responder às quatro expectativas de Papa Francisco para os consagrados: o testemunho da alegria, acordar o mundo, espertos de comunhão e ir nas periferias existenciais.

(AC)