O Diretor do Observatório Astronômico do Vaticano comentou o acontecimento ressaltando sua “magnitude” como empreendimento humano”

Da redação, com Rádio Vaticano

Na última terça-feira, 14, a Nasa confirmou o sucesso da missão da sonda “New Horizons” que, depois de 9 anos, passou a 12,5 mil km da superfície de Plutão. Foi a marca mais distante já alcançada por um veículo espacial.

Na quarta-feira, 15, foram divulgadas as primeiras imagens feitas pela sonda durante sua aproximação de Plutão. As imagens mostram as luas Hidra e Caronte, e uma imagem em alta resolução da superfície de Plutão revelou a existência de montanhas na superfície do planeta anão.

O Diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, padre José Funes comentou o acontecimento ressaltando a “magnitude do empreendimento humano”.

“Essa é uma boa ocasião para ressaltar que não fazemos a ciência sozinhos, mas com os outros, com um grupo que certamente inclui astrônomos, geólogos, engenheiros e outros profissionais. É um grande trabalho, um grande esforço”, comentou.

Nos 50 anos de conhecimento do Sistema Solar da Terra, padre José diz que é possível confirmar a não existência de vida inteligência fora do nosso Planeta. No entanto, na continuidade dos estudos, o Diretor do Observatório não descarta a possibilidade de se descobrir vida lá fora.

“Digamos que, até hoje, parece não existir outros seres inteligentes. Não sabemos em relação à vida, ainda não encontramos uma resposta. Parece que a Terra é um fenômeno comum em outras estrelas. Existem planetas parecidos com a Terra. Isso deixa aberta a possibilidade de vida e quem sabe de vida inteligente”, afirmou.

Para o especialista, a motivação fundamental para fazer ciência e explorar o Universo é a curiosidade. “O ser humano é curioso, quer entender melhor, quer explorar e me parece que essa seja uma condição muito humana, muito bonita, que nos ajuda também a chegar às periferias, nesse caso às periferias do Sistema Solar.”

“Em tudo o que fazemos de bonito, de verdadeiro, de bom ali estamos buscando Deus, mesmo se às vezes não acreditamos explicitamente em Deus. Falo sobre as pessoas que não acreditam. Há uma busca pela verdade e pela beleza, e nesse sentido podemos dizer também que essas missões nos aproximam mais da verdade, da beleza e de Deus”, destacou.