Cidade do Vaticano (RV) – “Ir ao encontro de todos sustentados pelo
desejo de propor com vigor, beleza e simplicidade a boa notícia do
amor de Deus.” É a exortação do Pontífice numa mensagem enviada pelo
Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, por ocasião do Encontro
para a amizade entre os povos, que se inicia esta quinta-feira, dia
20, em Rimini – centro-norte da Itália.
Os cristãos despertem a consciência dos homens e das mulheres num
tempo em que as interrogações decisivas são ofuscadas por respostas
parciais, convida o Papa Francisco.
O coração é “inquieto”, jamais se satisfaz e “está sempre em busca”.
As perguntas “sobre o significado da vida e da morte, sobre o amor, o
trabalho, a justiça e a felicidade” interrogam-no, afirma a mensagem.
O mundo de hoje, porém, coloca o homem diante de “tantas respostas
parciais que oferecem apenas falsos infinitos”. O drama consiste no
“perigo sobranceiro da negação da dignidade da pessoa humana”, lê-se
no texto.
Ademais, uma preocupante “colonização ideológica” reduz “a percepção
das autênticas necessidades do coração para oferecer respostas
limitadas”.
Mas Deus oferece “a resposta que todos aguardam”, enquanto os homens
de hoje “buscam-na no sucesso, no dinheiro, no poder, nas drogas de
todo e qualquer tipo, na afirmação dos próprios desejos momentâneos”.
Somente Deus “pode preencher a medida do coração”.
Na mensagem se recorda que o Papa Francisco, na entrevista concedida à
revista jesuíta “La Civiltà Cattolica”, ressalta que “Deus está na
vida de todo homem”. “Mesmo se a vida de uma pessoa é um terreno
repleto de espinhos e ervas daninhas – observa o Pontífice –, há
sempre um espaço em que a boa semente pode crescer. É preciso confiar
em Deus.”
O Encontro para a amizade entre os povos pode cooperar para uma tarefa
essencial da Igreja: “não permitir que alguém se satisfaça com pouco”
e levar a conhecer Jesus, “o anúncio que responde ao anseio de
infinito que existe em todo coração humano”, lê-se por fim na
mensagem.
O Papa faz votos aos organizadores e aos voluntários do evento de
Rimini de que “saiam ao encontro de todos sustentados pelo desejo de
propor com vigor, beleza e simplicidade a boa notícia do amor de Deus,
que também hoje se curva ante nosso vazio para preenchê-lo com a água
de vida que brota de Jesus ressuscitado”. (RL)