Nova Iorque (RV) – O Observador permanente da Santa Sé na ONU em Nova Iorque, Dom Bernardito Auza, citou nesta quinta-feira (30/7), três pontos de ação estratégica urgentes para defender os Pequenos Países-ilha em desenvolvimento das ameaças provocadas pelas mudanças climáticas: um consenso na convenção do clima de Paris, em novembro, a garantia de recursos para combater as mudanças climáticas e o aumento do uso de energia renovável.

Algumas das principais ameaças a estas Nações são a elevação o nível dos oceanos e mares, os ciclones tropicais e extra-tropicais, aumento da temperatura do ar e do mar, e mudanças nos ciclos das chuvas. “Para estes Países, isso é muito mais do que uma questão ambiental ou de desenvolvimento: é uma ameaça existencial”, alertou Dom Auza.

Elevação do nível do mar

“As populações já não podem enfrentar novas elevações do nível do mar. As ameaças climáticas exacerbam o impacto negativo em suas remotas, pequenas e baixas terras”, reiterou ainda o Arcebispo.

Ao recordar o pedido do Papa Francisco para que a próxima convenção do clima em Paris alcance resoluções concretas para frear as mudanças climáticas, Dom Auza citou a encíclica Laudato si: “precisamos deixar um testemunho altruísta de responsabilidade” para as futuras gerações.

Energia limpa

Sobre os financiamentos para conter o avanço das mudanças climáticas, o arcebispo destacou que estes são “parte vital para pagar o débito ecológico e para construir um caminho concreto para o sucesso do acordo de Paris”.

Por fim, exortou à Comunidade internacional para que ajude os Países em desenvolvimento a criar formas menos poluentes de produção de energia. “Os Países ricos devem oferecer  a estas nações acesso à tecnologia e a recursos financeiros”, concluiu. (RB)